Antes de adotar um cachorro, vale pensar em algo muito maior do que raça, tamanho, cor ou naquela fotografia que fez você se apaixonar.

Você está escolhendo assumir responsabilidade por um ser vivo que poderá fazer parte da sua família durante muitos anos.

Isso significa alimentação, cuidados veterinários, passeios, educação, adaptação da rotina, férias, mudanças de casa, velhice e também momentos em que sua própria vida poderá estar mais difícil.

Adotar pode ser uma experiência maravilhosa.

Mas uma boa adoção começa antes de o cachorro chegar.

Ela começa com uma pergunta:

“Minha vida comporta as necessidades desse cão durante toda a vida dele?”

Neste artigo da Matilha Fiel, vamos passar por 10 pontos que considero importantes antes de tomar essa decisão.

1. Antes de adotar um cachorro, pergunte: é uma decisão ou um impulso?

Esse é o primeiro ponto.

Você viu um cachorro bonito em uma publicação.

Uma criança pediu.

Um amigo teve filhotes.

Você está se sentindo sozinho.

Encontrou um cão precisando de um lar.

Todas essas situações podem gerar vontade imediata de levar o animal para casa.

Mas emoção e capacidade de assumir uma responsabilidade de longo prazo são coisas diferentes.

Uma pergunta que pode ajudar é:

“Eu continuaria querendo esse cachorro depois que a novidade passasse?”

Pense no animal daqui a:

  • seis meses;
  • dois anos;
  • cinco anos;
  • dez anos;
  • na velhice.

A adoção responsável não termina quando o cachorro sai do abrigo.

É justamente ali que começa.

2. Você realmente tem tempo para um cachorro?

Ter um cachorro não significa ficar 24 horas por dia ao lado dele.

Mas significa reorganizar parte da rotina.

Um cão pode precisar de:

  • alimentação;
  • passeios;
  • momentos de exploração;
  • interação;
  • educação;
  • higiene;
  • cuidados veterinários;
  • descanso;
  • atividades adequadas ao seu perfil.

Antes de adotar, faça um exercício simples.

Olhe para uma semana comum da sua vida.

Não para as férias.

Não para um domingo tranquilo.

Olhe para uma terça-feira comum.

Você acorda que horas?

Quanto tempo passa fora?

Quem cuidará do cachorro?

Quando acontecerá o passeio?

O que acontece quando você precisa trabalhar até mais tarde?

Esse exercício costuma ser muito mais revelador do que simplesmente perguntar:

“Eu amo cachorros?”

Amor é fundamental.

Mas rotina também é.

3. Você consegue assumir os custos de ter um cachorro?

Adotar um cachorro não significa ter um cachorro sem custos.

Mesmo quando não existe pagamento pela adoção, existirão despesas ao longo da vida.

Entre elas podem estar:

  • ração ou alimentação adequada;
  • vacinação;
  • consultas veterinárias;
  • medicamentos;
  • vermifugação e controle de parasitas;
  • exames;
  • castração quando indicada;
  • coleira, peitoral e guia;
  • cama;
  • brinquedos;
  • higiene;
  • transporte;
  • hospedagem ou pet sitter;
  • treinamento quando necessário;
  • emergências veterinárias.

Não existe um valor mensal que sirva para todos os cães.

Porte, idade, saúde, alimentação, cidade e estilo de vida modificam bastante esse custo.

Por isso, em vez de perguntar apenas:

“Quanto custa um cachorro por mês?”

pergunte:

“Meu orçamento permite incorporar um novo membro da família e também lidar com despesas inesperadas?”

4. Todo mundo que mora na casa concorda com a adoção?

Esse ponto parece simples, mas é extremamente importante.

Um cachorro não viverá apenas com quem tomou a decisão de adotá-lo.

Ele fará parte do ambiente inteiro.

Antes da adoção, converse sobre:

  • quem dará comida;
  • quem fará os passeios;
  • quem limpará o ambiente;
  • quais espaços da casa serão permitidos;
  • quais regras existirão;
  • quem arcará com os custos;
  • o que acontecerá durante viagens;
  • como será a convivência com crianças;
  • como será a convivência com outros animais.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária reforça a importância da guarda responsável e do compromisso dos tutores com saúde, segurança e bem-estar do animal.

Quanto mais clara for a responsabilidade antes da chegada, menores tendem a ser os conflitos depois.

5. O perfil do cachorro combina com sua rotina?

Esse talvez seja um dos maiores erros cometidos durante a escolha.

Muitas pessoas escolhem primeiro pela aparência.

“Quero um cachorro grande.”

“Quero esse porque achei bonito.”

“Sempre quis essa raça.”

Mas aparência diz muito pouco sobre compatibilidade cotidiana.

O que precisamos investigar é:

  • nível de atividade;
  • idade;
  • porte;
  • histórico conhecido;
  • como reage a pessoas;
  • como reage a cães;
  • como reage a crianças;
  • como lida com manipulação;
  • capacidade de permanecer sozinho;
  • possíveis medos;
  • necessidades comportamentais;
  • condições de saúde.

Um cachorro pode ser maravilhoso e, ainda assim, não ser o cachorro adequado para determinada família.

Isso não significa rejeitá-lo. Significa respeitar quem ele é.

Não escolha apenas pela raça

A raça pode oferecer algumas informações sobre características historicamente selecionadas.

Mas não determina completamente o comportamento de um indivíduo.

Existem diferenças dentro da própria raça.

Além disso, muitos cães disponíveis para adoção são sem raça definida.

Nesses casos, observar o indivíduo se torna ainda mais importante.

Quando possível, converse com quem já convive com aquele cachorro.

Abrigos, protetores e lares temporários podem possuir informações valiosas sobre seu comportamento cotidiano.

6. É melhor adotar filhote ou cachorro adulto?

Depende da sua rotina e das suas expectativas.

Adotar um filhote

Filhotes são adoráveis.

Mas também exigem bastante trabalho.

Você provavelmente precisará ensinar:

  • xixi e cocô no lugar certo;
  • mordidas adequadas;
  • como permanecer sozinho;
  • limites dentro da casa;
  • uso de guia;
  • rotina de descanso;
  • socialização adequada;
  • como lidar com frustração;
  • diversos comportamentos cotidianos.

Também existe algo importante:

você ainda não conhece completamente como aquele indivíduo será quando adulto.

Adotar um cachorro adulto

Um cão adulto também pode aprender.

Aliás, frequentemente conseguimos observar melhor aspectos de seu:

  • porte;
  • nível de atividade;
  • temperamento;
  • interesses;
  • maneira de interagir.

Ele pode já possuir comportamentos aprendidos — bons ou ruins — mas isso não significa que não possa construir novos hábitos.

Cães adultos continuam aprendendo ao longo da vida.

E um cachorro idoso?

Cães idosos também podem construir vínculos extraordinários.

Porém, é importante considerar necessidades específicas de saúde, mobilidade, conforto e acompanhamento veterinário.

Para determinadas famílias, um cão mais velho e tranquilo pode inclusive combinar muito melhor com a rotina do que um filhote extremamente ativo.

7. Preciso ter uma casa grande para adotar um cachorro?

Não necessariamente.

Um quintal enorme não garante qualidade de vida.

E morar em apartamento não impede automaticamente alguém de oferecer uma boa vida ao cachorro.

O que precisamos analisar é o conjunto.

Existe segurança?

O cão terá passeios?

Existem estímulos?

Há descanso adequado?

A rotina é compatível?

O tamanho e perfil do animal combinam com aquele ambiente?

O cachorro poderá expressar comportamentos naturais de maneira adequada?

Um cão pode passar a vida inteira em um quintal grande e praticamente não receber interação ou experiências fora dele.

Enquanto outro pode viver em apartamento e possuir rotina de passeios, exploração, educação, enriquecimento e contato com a família.

Espaço importa, mas qualidade de vida envolve muito mais do que metragem.

Prepare a casa antes de o cachorro chegar

Principalmente durante o período inicial, não existe necessidade de oferecer acesso irrestrito a todos os ambientes.

Na Matilha Fiel trabalhamos bastante com o conceito de liberdade progressiva.

O cachorro pode começar em um espaço seguro e bem organizado.

Conforme aprende a rotina e apresenta comportamentos adequados, sua liberdade pode aumentar.

Você pode utilizar:

  • portões de contenção;
  • cercados quando apropriados;
  • cama ou place;
  • organização de objetos perigosos;
  • barreiras de segurança;
  • controle de acesso à rua.

Isso não significa prender o cachorro.

Significa administrar uma liberdade que ele ainda está aprendendo a utilizar.

8. Você está disposto a passear e educar o cachorro?

Esse ponto merece atenção especial.

O cachorro não chega pronto.

Mesmo um cão extremamente tranquilo precisará compreender as regras daquela nova família.

Ele precisa aprender:

  • onde descansar;
  • onde fazer suas necessidades;
  • como interagir;
  • como se comportar durante o passeio;
  • quais espaços pode acessar;
  • como permanecer sozinho;
  • como lidar com diferentes situações da rotina.

Educação não significa transformar o cachorro em um robô.

Significa criar uma linguagem comum entre espécies diferentes.

O passeio não é opcional para muitos cães

Não enxergamos passeio apenas como maneira de cansar o animal.

Ele pode proporcionar:

  • movimento;
  • exploração;
  • olfato;
  • contato com o ambiente;
  • aprendizagem;
  • comunicação;
  • construção da relação.

Por isso, antes de adotar, pense:

“Estou disposto a incorporar o passeio à minha rotina?”

Você pode conhecer mais sobre essa forma de enxergar a caminhada em O Segredo do Passeio.

9. O que acontecerá com o cachorro quando sua vida mudar?

Essa pergunta é difícil, mas necessária.

Pessoas mudam de emprego.

Casais se separam.

Filhos nascem.

Pessoas mudam de cidade.

A renda muda.

Viagens aparecem.

O cachorro envelhece.

É impossível prever tudo.

Mas é possível pensar em cenários razoáveis.

Pergunte:

  • Se eu mudar de casa, o cachorro continuará comigo?
  • Se eu tiver filhos, como organizarei a convivência?
  • Se precisar viajar, quem cuidará dele?
  • Se desenvolver uma doença crônica, conseguirei oferecer tratamento?
  • Se ficar idoso e precisar de mais cuidados, estarei preparado?

Guarda responsável significa assumir que o cachorro não existe apenas enquanto ele se encaixa perfeitamente na nossa vida.

Ele continua sendo nossa responsabilidade quando a vida fica menos conveniente.

10. Você está preparado para um período de adaptação?

Talvez o cachorro não chegue em casa e imediatamente se transforme naquele companheiro tranquilo que você imaginou.

Uma mudança de ambiente é uma experiência grande.

Dependendo da história do cão, ele pode inicialmente apresentar:

  • medo;
  • insegurança;
  • agitação;
  • dificuldade para comer;
  • xixi no lugar errado;
  • latidos;
  • dificuldade para descansar;
  • necessidade de distância;
  • grande procura pelas pessoas.

Isso não significa automaticamente que aquele comportamento será permanente.

O cachorro ainda está conhecendo:

a casa;

os cheiros;

as pessoas;

os horários;

as regras;

os sons;

o novo ambiente.

Adaptação precisa de tempo, observação e previsibilidade.

O que fazer antes de levar o cachorro adotado para casa?

Algumas preparações simples ajudam muito.

1. Defina onde ele ficará

Prepare um espaço seguro para descanso.

Não precisa ser isolado da família, mas deve permitir tranquilidade.

2. Compre somente o necessário no início

Você não precisa encher a casa de acessórios.

Comece com itens básicos:

  • alimentação adequada;
  • recipientes;
  • guia;
  • equipamento seguro de condução;
  • identificação;
  • cama ou área de descanso;
  • alguns brinquedos adequados.

3. Faça avaliação veterinária

Conhecer as condições de saúde do cachorro ajuda a organizar vacinação, prevenção de parasitas, alimentação e outros cuidados.

4. Combine as regras da casa

Antes da chegada, decida com a família:

Pode subir no sofá?

Dormirá onde?

Quem alimentará?

Quem passeará?

Quais espaços serão acessíveis?

Quanto mais consistentes forem as pessoas, mais fácil será para o cachorro compreender a nova rotina.

5. Não programe uma festa de boas-vindas

Todo mundo pode estar animado para conhecer o novo cachorro.

Mas talvez ele precise exatamente do contrário:

calma.

Evite apresentar dez pessoas, crianças, vizinhos e outros cães imediatamente.

Deixe o animal conhecer o ambiente progressivamente.

Como escolher um cachorro para uma família com crianças?

Não escolha apenas pensando:

“Essa raça é boa com criança.”

Precisamos observar o indivíduo.

Considere:

  • histórico do cão;
  • nível de atividade;
  • tolerância à manipulação;
  • medos conhecidos;
  • controle de impulsos;
  • maneira como reage a movimentos rápidos;
  • comportamentos relacionados a recursos;
  • idade das crianças.

E lembre-se:

não é apenas o cachorro que precisa aprender a conviver com a criança. A criança também precisa aprender a conviver com o cachorro.

Já tenho outro cachorro. Posso adotar mais um?

Pode ser possível, mas não simplesmente coloque os dois juntos e espere que resolvam tudo.

Considere:

  • perfil dos dois cães;
  • histórico de sociabilidade;
  • idade;
  • porte;
  • energia;
  • recursos;
  • espaço disponível;
  • capacidade da família de administrar dois animais.

A apresentação deve ser planejada.

Quando existirem dúvidas importantes sobre compatibilidade, vale procurar orientação profissional antes da adoção.

É errado devolver um cachorro quando a adoção não funciona?

A pergunta merece cuidado.

O objetivo de uma adoção responsável é justamente reduzir a possibilidade de isso acontecer através de uma escolha mais consciente e compatível.

Porém, se existir uma situação real de impossibilidade, risco ou incompatibilidade grave, simplesmente abandonar o cachorro jamais é uma solução.

Entre em contato com a organização, protetor ou responsável pela adoção e procure uma alternativa responsável.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária reforça que abandono não é uma maneira aceitável de lidar com as responsabilidades assumidas sobre um animal.

O que muita gente faz ao adotar um cachorro — mas precisa ser repensado

“Vou adotar para ensinar responsabilidade ao meu filho.”

A criança pode participar dos cuidados.

Mas a responsabilidade final precisa continuar sendo de um adulto.

“Tenho quintal, então não preciso passear.”

Quintal e passeio proporcionam experiências diferentes.

O cachorro pode explorar os mesmos metros de quintal todos os dias e ainda precisar de oportunidades adequadas de contato com o ambiente externo.

“Quero um filhote porque assim ele virá sem problemas.”

Filhote não significa cachorro pronto.

Ele precisará aprender praticamente toda a rotina.

“Cachorro adulto não aprende.”

Aprende.

Cães adultos continuam capazes de construir novos comportamentos e hábitos.

“O cachorro foi resgatado, então ficará eternamente agradecido.”

Cães não devem ser adotados com a expectativa de gratidão ou obediência automática.

Um cachorro resgatado continua sendo um indivíduo com necessidades, histórico e comportamento próprios.

“Amor resolve tudo.”

Amor é importante.

Mas não substitui:

  • saúde;
  • segurança;
  • educação;
  • rotina;
  • passeio;
  • alimentação;
  • manejo;
  • responsabilidade.

Quanto tempo demora para um cachorro adotado se adaptar?

Não existe prazo universal.

Alguns cães demonstram conforto rapidamente.

Outros precisam de mais tempo.

A adaptação pode depender de:

  • histórico anterior;
  • idade;
  • temperamento;
  • experiências anteriores;
  • novo ambiente;
  • quantidade de estímulos;
  • rotina;
  • maneira como a família conduz a chegada.

Não compare o cachorro com vídeos de internet ou com animais que você teve anteriormente.

Observe o indivíduo que está diante de você.

Quando procurar ajuda profissional depois da adoção?

Uma orientação profissional pode ser especialmente útil quando aparecer:

  • agressividade;
  • tentativa de mordida;
  • reatividade intensa;
  • proteção de recursos;
  • medo intenso;
  • tentativas de fuga;
  • dificuldade extrema para ficar sozinho;
  • conflito com outro animal;
  • dificuldade importante de adaptação;
  • comportamentos que ofereçam risco.

Problemas de educação mais simples também podem ser trabalhados antes que se transformem em hábitos consolidados.

Você pode conhecer o Adestramento Essencial da Matilha Fiel.

Mudanças comportamentais acompanhadas de sinais físicos, dor, falta de apetite, alterações de eliminação ou outros sintomas precisam de avaliação médico-veterinária.

Quer adotar um cachorro? Responda estas 10 perguntas antes

  1. Eu quero realmente assumir um cachorro ou estou agindo por impulso?
  2. Minha rotina possui tempo para os cuidados necessários?
  3. Meu orçamento comporta despesas regulares e emergências?
  4. Todas as pessoas da casa concordam?
  5. O perfil desse cachorro combina com nossa rotina?
  6. Estou preparado para as necessidades específicas da idade dele?
  7. Minha casa é segura e pode ser organizada para a adaptação?
  8. Estou disposto a passear, educar e aprender sobre comportamento?
  9. Tenho um plano para mudanças, viagens e imprevistos?
  10. Consigo permitir que esse cachorro tenha tempo para se adaptar?

Se muitas dessas respostas ainda forem incertas, não significa que você nunca poderá ter um cachorro.

Talvez signifique apenas que o melhor ato de amor, neste momento, seja se preparar antes de adotá-lo.

Adotar é o começo da história

Na Matilha Fiel, acreditamos que a relação entre uma família e seu cachorro é construída todos os dias.

Não começa no primeiro comando.

Começa na escolha.

Depois vem a adaptação.

A comunicação.

O passeio.

A educação.

Os limites.

A liberdade.

As experiências compartilhadas.

E, com o tempo, aquilo que começou como uma adoção pode se transformar em uma relação que acompanhará a família durante muitos anos.

É justamente por isso que vale pensar antes.

Quanto mais responsável for a decisão de adotar um cachorro, maiores são as chances de construirmos uma história boa para os dois lados.

Quer se preparar para educar seu futuro cachorro?

Se você está pensando em adotar e quer compreender melhor comportamento, aprendizagem, comunicação, passeio, limites e construção de rotina, conheça o Livro Metodologia Matilha Fiel.

O conhecimento antes da chegada pode evitar muitos problemas depois.

Fonte sobre adoção e guarda responsável

O Conselho Federal de Medicina Veterinária possui conteúdos sobre adoção e guarda responsável, reforçando que assumir um animal envolve responsabilidades relacionadas à saúde, ao bem-estar, à proteção e à segurança durante toda a convivência.

Leia o conteúdo do CFMV sobre adoção e guarda responsável.


Por Jefferson Perlin — Educador Canino e Fundador da Matilha Fiel | FBAA SP 521

Perguntas frequentes sobre adotar um cachorro

O que preciso pensar antes de adotar um cachorro?

Antes de adotar um cachorro, analise sua rotina, orçamento, espaço, disponibilidade para passeios, composição familiar, perfil do animal e capacidade de assumir cuidados durante toda a vida dele.

É melhor adotar filhote ou cachorro adulto?

Depende da sua rotina. Filhotes exigem bastante ensino e supervisão. Cães adultos podem ter características mais fáceis de observar e continuam perfeitamente capazes de aprender.

Quem trabalha o dia inteiro pode adotar cachorro?

Depende de quanto tempo o cão ficará sozinho, do perfil dele e de como a rotina será organizada. Passeios, cuidados e oportunidades de interação precisam continuar existindo.

Preciso ter quintal para adotar cachorro?

Não necessariamente. Espaço é apenas um dos fatores. Segurança, passeios, rotina, enriquecimento, descanso e interação também são fundamentais.

Cachorro adotado precisa de adestramento?

Todo cachorro precisa aprender a rotina da nova família. Isso não significa necessariamente contratar um adestrador, mas educação, comunicação e regras claras são importantes. Casos mais difíceis podem se beneficiar de orientação profissional.

Quanto tempo um cachorro adotado demora para se adaptar?

Não existe prazo fixo. Alguns cães se adaptam rapidamente, enquanto outros precisam de semanas ou períodos maiores, dependendo de histórico, ambiente, temperamento e experiências.

Posso adotar um cachorro se já tenho outro?

Sim, desde que exista compatibilidade e capacidade de manejar a adaptação. Perfil, socialização, recursos e maneira de realizar a apresentação devem ser considerados.

É melhor escolher cachorro pela raça ou personalidade?

Características relacionadas à raça podem ser consideradas, mas o indivíduo também precisa ser observado. Energia, idade, histórico, comportamento e compatibilidade com a família são extremamente importantes.

Quanto custa manter um cachorro?

Não existe valor universal. Alimentação, cuidados veterinários, porte, saúde, higiene, acessórios, transporte e emergências fazem os custos variarem bastante.

É possível se preparar antes de adotar?

Sim, e isso é recomendável. Estudar comportamento, preparar a casa, organizar responsabilidades, planejar gastos e compreender as necessidades do cão pode facilitar muito a adaptação.

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